13 de jul. de 2009

Sinceridade uma ova!

Estive pensando que maravilha que é servir-se da palavra "sinceridade" p/ usar e abusar do direito de ser inconveniente. Sim, porque medir as palavras é muito mais difícil. Não estou falando daqueles momentos de discussão, em que é normal alterar-se e falar algumas coisas sem pensar (seria melhor se conseguíssimos controlar, evitaríamos problemas e economizaríamos inimizades), mas veja bem: nessas horas, normalmente, falamos "sem pensar".
Agora me diz: o que leva uma pessoa a chegar p/ outra e dizer algo tipo: "não gostei dessa tua roupa" ou "teu cabelo ta meio feio ultimamente"... Por quê? São frivolidades, não mudam nada na vida de ninguém, não faz diferença gostar ou não, mas pode magoar, chatear, constranger uma pessoa. Qual o prazer nisso?
Quando alguém pergunta nossa opinião, é diferente, significa que a pessoa QUER ouvir o que tu tens a dizer, seja bom ou ruim, e mesmo que a resposta não lhe agrade, não tem direito algum de reclamar. Ainda assim, existem diferentes maneiras de se falar o que quer, podemos optar pela grosseira ou pela delicada. Por que não a delicada?
Podemos ser sinceros sem magoar, sem constranger... E saber calar de vez em quando não faz mal a ninguém! Essa história de "dizer as coisas na cara", isto é, sem medir palavras, sem se importar em ofender, preocupar ou irritar alguém não é motivo de orgulho. Para mim esse tipo de "sinceridade" tem outro nome: FALTA DE BOM SENSO, ou até mesmo, GROSSERIA!

9 de jul. de 2009

Santa Ignorância!!


Há dois meses (é, dois meses, não duas semanas..) comecei a ler um livro, por indicação da minha mãe (que geralmente indica livros bons), chamado "Júlia", que se passava em São Francisco, uma ilha de SC e contava a história de uma mulher "à frente de seu tempo", uma poeta, que passou a vida dividida entre sonhos e convenções. Uma linguagem muito agradável, leve, porém o enredo não me pareceu interessante, não para um romance de ficção, em que o autor fala aquilo que o leitor deseja ouvir ,sucedem-se mil e um fatos e quando pensamos não ter mais jeito a história se desenrola, o mocinho se dá bem e o vilão se ferra. Partindo desse conceito, "Júlia" me decepcionou. E não se encaixava nem naquele tipo de romance pessimista, sarcástico, estilo realismo/naturalismo, com profundas análises psicológicas e tal. O autor, Roberto Gomes, explorou muito bem seus personagens, a personalidade, os anseios e conflitos de cada um ficavam bem evidentes, mas não aquele tipo que bota o dedo na nossa consciência, que analisa as fraquesas humanas... Bom, na verdade, fiquei meio sem entender porque ele conduziu a obra daquela maneira...

Pra mim, só existia uma cidade insular em SC: Florianópolis. Começando por aí, não me passou pela cabeça que aquela história não fosse ficção. Quando terminei, fiquei intrigada: "será que estou enganada e São Francisco existe?" Eis que para minha surpresa, o google me disse que sim. São Francisco do Sul não só existe como é considerada a 3ª cidade mais antiga do Brasil e guarda importantes registros histórico do nosso país. Então pensei: "será que essa tal Júlia da Costa existiu mesmo?". E mais uma vez, para minha surpresa: sim! Ela e os outros dois personagens principais do livro: O comendador, seu marido, e Benjamim Carvoliva, sua grande paixão.

O romance conta uma história real, com personagens reais e pinceladas interantíssimas daquele momento histórico do Brasil (fim do império/início da república). Uma pena que eu tenha reconhecido a riqueza dessa obra apenas depois de terminar sua leitura. Não fosse minha ignorância teria lido com outros olhos e, quem sabe, em menos tempo... ahehaehe

Para quem gosta de história, especialmente história do BR, eu recomendo! Mas não esqueça: o livro descreve pessoas e situações reais e, como todos nós sabemos, na vida nem tudo acontece ou termina como gostaríamos!

8 de jul. de 2009

Muito Prazer

Bom, nao faço nem idéia de como iniciar um blog, do que escrever, então resolvi começar por uma tradicional apresentação.
Como o próprio nome indica, me eximo de qualquer obrigação com a verdade e principalmente, com "praticar aquilo que falo". Acho que todos temos nossos momentos de hipocrisia e confesso-lhes que os meus são muitos. É isso mesmo que vc está pensando: sou aquele tipo que gosta de "pregar moral de cueca"... Mas também tenho minhas verdades e plena consciência que minhas opiniões não passam de meras opiniões e não tenho a menor pretenção de incutir o que quer que seja na cabeça de quem quer que seja, pelo contrário, penso que é de grande valor compartilhar idéias, mesmo que sejam divergentes. Nada mais enriquecedor que compartilhar pontos de vistas diferentes!(veja bem: não é bom, afinal, ninguém gosta de ser contrariado, mas é muito enriquecedor sim, pq não existem verdades absolutas, tudo depende do ponto de vista...)
Espero que gostem e sintam-se à vontade p/ expressar o que pensam!