18 de jun. de 2014

Como uma onda fora do mar!

Arriscar: a partir do momento que o ar penetra nossos pulmões lá na maternidade (talvez antes) convivemos com um risco basal de morte constantemente até que ela de fato ocorra.
Esse é o maior medo. É o que, teoricamente, pior pode acontecer e onde inevitavelmente culmina nossa “linda existência”. Sim, ironias do destino: passamos a vida evitando o inevitável.
Mas esse é apenas um dos tanto riscos que corremos durante nossa jornada, que oferece um variado cardápio de tragédias: doenças, traumas, perda de entes queridos e toda a sorte de decepções e frustrações. Está certo que alguns (muitos talvez) são potencialmente evitáveis.
 É aí que nossa inteligência nos trai. Passamos quase todo tempo evitando riscos, ainda que inconscientemente. Como? Decidindo. Estamos constantemente escolhendo e usamos para isso nossos pensamentos; idéias sedimentadas com a educação que recebemos, cultura, experiências prévias.  Esse processo é dinâmico, jamais permanecemos estagnados, porém os padrões insistem em se repetir! Os mesmos erros, os mesmos temores, as mesmas evitações. Por quê?Não era esse o plano. Mas o plano falha: falhou, mostrando outros planos além da tradicional cognição racional.
Com alguma freqüência “enjôo de mim”! “Tudo muda o tempo todo no mundo... E aqui dentro sempre como uma onda no mar” já diria Lulu!
Sempre achei sensacional o mar não vazar (sim, sei que tem a gravidade e uma porção de explicações físicas para isso),mas o que eu vejo é simples: um monte de água que não escorre, sempre ocupa o mesmo lugar.  Lindo, calmo, em paz, equilibrado, no mesmo lugar!
Mas às vezes dá uma vontade louca de ocupar espaços desconhecidos, de sair um pouco desse “indo e vindo infinito”, de pelo menos uma vez ser menos “eu”ou simplesmente... Arriscar!