Arriscar: a
partir do momento que
o ar penetra nossos pulmões lá na maternidade (talvez antes) convivemos com um risco basal de morte constantemente até que ela de fato
ocorra.
Esse é o maior medo. É o que, teoricamente, pior pode acontecer e onde
inevitavelmente culmina nossa “linda
existência”. Sim, ironias do destino: passamos a vida evitando o inevitável.
Mas esse é apenas um dos tanto riscos que corremos durante nossa
jornada, que oferece um variado cardápio de tragédias: doenças,
traumas, perda de entes queridos e toda a sorte de decepções e frustrações. Está certo que alguns (muitos talvez) são
potencialmente evitáveis.
É aí que nossa inteligência nos
trai. Passamos quase todo tempo evitando
riscos, ainda que
inconscientemente. Como? Decidindo. Estamos constantemente escolhendo e usamos para isso nossos pensamentos; idéias
sedimentadas com a educação que recebemos,
cultura, experiências prévias. Esse processo é dinâmico, jamais permanecemos estagnados, porém os padrões
insistem em se repetir! Os mesmos erros, os mesmos temores, as mesmas evitações. Por quê?Não era esse o plano. Mas o plano falha: falhou,
mostrando outros planos além da tradicional cognição racional.
Com alguma freqüência “enjôo de mim”! “Tudo muda o
tempo todo no mundo... E aqui dentro sempre
como uma onda no mar” já diria Lulu!
Sempre achei sensacional o mar não vazar
(sim, sei que tem a
gravidade e uma porção
de explicações
físicas para isso),mas o que eu vejo é
simples: um monte de água que não escorre, sempre ocupa o mesmo lugar. Lindo, calmo, em paz, equilibrado, no mesmo lugar!
Mas às vezes dá uma vontade louca de ocupar espaços desconhecidos, de sair um pouco desse “indo e vindo infinito”, de pelo menos uma vez ser menos “eu”ou
simplesmente... Arriscar!
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