11 de abr. de 2011

Qualquer Coisa (que não tem cabelo)

Primeira vez que entro no blog sem a menor idéia do que vou falar. Tinha até esquecido dessa página, mal lembrava como se postava uma mensagem. Mas bateu uma nescessidade de extravasar: cansei dos termos técnicos, acho que é isso na verdade: estava lendo um artigo e imediatamente parei e abri a página do blog para escrever qualquer coisa. Claro, não tenho a pretensão de tomar o tempo de ninguém com "qualquer coisa", por isso ao invés de título, poderia chamar "aviso" a primeira linha desse post. Já está ficando chato esse assunto de não ter tempo, de madrugada estudando, de sentir falta do iogurte na chuva, das tardes olhando House empacotada num edredom, de passear em Porto Alegre como nos velhos tempos... Chega! Essa fase passou e pronto!(A essa altura vocês já perceberam que eu digo exatamente o contrário do que eu gostaria de dizer, é, eu tenho mesmo esse don).. na verdade eu sinto a maior falta disso tudo, mas por outro lado realmente estou chateada porque já é tempo de mudar de atitude, de ser mais segura e ter mais seriedade (nem tanto), enfim... para mim está tudo sempre muito bom, eu normalmente acho que os outros tem razão, e não tenho lutado pelo que acredito, porque tenho sido levada pela maré simplesmente, e isso definitivamente me incomoda. Pronto! Me entendi. Na verdade, essa fase do curso é um divisor de águas. Uma ruptura com o sistema "escola" e aproximação com o lado profissional, gerando sentimentos conflitantes. É muito bom experimentar um pouquinho da prática médica e ao mesmo tempo atemorizante, porque a partir de agora as minhas ações não trarão consequencias apenas para mim; eu não estou protegida por um livro e um 7, é muito mais uma questão de consciência, e o máximo é muito relativo; a insegurança por não dominar a técnica, por tentar agradar o paciente, não parecer incoveniente, intromissiva, mas também não ser fria ou distante, lidar com a rejeição, com os "baldes de água fria", com o afeto, as sensações que as pessoas nos causam e o que causamos nelas, a comunicação (esse item em especial bastante dificil para mim, não tanto por timidez, mas por não me fazer entender), enfim... Insegurança talvez resuma tudo isso. Uma incerteza constante que leva a postura passiva, como se qualquer pessoa tivesse mais condições de decidir sobre qualquer coisa do que eu. Nada de resoluções por enquanto (só p/ perder a mania do final feliz)... A quem leu, desculpe pela "eurréia"!