Escuro sol da minha solidão
Não posso ver o que é em vão
Em tua sabedoria aprendo o que já sei
O tempo passa
Os olhos abrem
As cortinas fecham
E num aplauso silencioso,
Inicia outro espetáculo.
Inspirado em um paciente - de tantos - que vi abandonado, cego, tetraparético, acamado e lúcido, completamente dependente de cuidados de pessoas desconhecidas, dentro de um hospital igualmente desconhecido, um tanto próximo da morte. Fiquei imaginando o tamanho da sua solidão e da lucidez que deve ter conquistado nesse período, enxergando o que não pode ser visto, a essência, a verdade da impermanência, e se libertando para um novo espetáculo.
27/12/2018
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